O Palhaço e o Publico

Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.

Charles Chaplin

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Recitando Baudelaire, Spleen e Ideal nas Flôres do Mal

Pensando Idéias e Agindo não Agir



O GÔSTO DO NADA

Mornô espírito, outrora amoroso da luta,
A esperança que um dia esporeou teu ardor,
Não quer mais cavalgar-te! E dorme sem pudor,
Velho cavalo a quem mesmo a planície é abrupta.

Dorme, ó meu coração! E em sonolência bruta!

Espírito vencido! ao velho salteador
Não tem mais gôsto o amor e não tem a disputa;
Voz da flauta ou clarim ora ninguém escuta!
Prazeres, não tenteis quem é tédio e torpor!

O adorável abril já perdeu seu torpor!

Engole o tempo enfim a vida dimunuta,
Tal como a um corpo rijo a neve só brancor.
Eu vejo do alto o globo curvo a se compor,
E não procuro mais o abrigo de uma gruta!

Ó leva-me contigo, avalanche que enluta!


Sub-versão

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