Logo pela manha acordo em uma epoca que nao sei bem ao certo qual seja. Levanto-me olho atraves de minha janela, o Sol ja me ofusca as vistas ainda nem seria dia completo, preparo meu cafe, coloco bastante po para ver se curo minha ressaca ao tedio, acendo um cigarro e trago o gosto da morte pulmonar. Olho para o relogio e nao vejo as horas nao consigo imaginar o tempo e quase nenhuma noçao de espaço por minha compreensao. Lavo meu rosto e vejo os traços de uma velhiçe que vem a cada dia mais fervorosa e devassa, aperto o tubo de pasta de dente e despejo-a em minha escova como se aquilo fosse aliviar os males causados pela nicotina, inutilmente me esforço por cerca de 10 a 15 minutos, como se nao bastasse utilizo um liquido de higienizaçao bucal. Pronto minha boca consegue respirar por alguns minutos alguma coisa que nao seja destrutiva a sua existencia. Tomo um banho para ver se tiro as marcas deixadas pela noite anterior, esfrego cada parte como se isso fosse anular a minha existencia porem nao consigo, me canso e retiro o sabao que esta agindo sobre o coro cabeludo enquanto este ainda existe.
Pronto, agora falta muito pouco para uma agradavel sensaçao de "bem estar" ainda que dure um tempo calculado, ate a proxima lavagem. Faço isso um pouco para mim, mas a parcela mais significativa seja talvez para as pessoas que convivam comigo ainda que poucas. Visto uma roupa qualquer sem muita demora unicamente para nao sair desnudo. Minha mente começa a funcionar e tudo parece ser nocivamente destrutivo, vejo atraves dos mecanismos utilizados pela sociedade high tech, uma devastidao daquilo que outrora se chamava lucidez, a uma grande concentraçao da perda dos valores. Tudo isso para agradar e satisfazer seus egos que a cada dia parece me nao ter fim.
Mais uma vez procuro o tempo, e nada vejo novamente, ja cansado deste movimento procuro alento em Marcelle, uma egua que possui carburador e escapamento. Esta ficando velha e afrouxada ja nao tem o mesmo desempenho, mais persiste e perdura como seu dono. Ela rosna a dor do tempo e exala um perfume de gasolina e oleo, um cheiro por mim admiravel. Convido a sair para um destino implacavel, buscar condiçao para dar sequencia a minha existencia para que essa nao seja em vao.
Com força puxo-lhe as redias, chamada aceleraçao estico uma quinta marcha e ela me responde no maximo a 100, 110 kilometros por hora, com muito sofrimento e angustia como se estivesse a ferindo, em seus ultimos dias de vida. Gostaria de lhe dar um coraçao novo, que lhe permitisse a uma nova juventude, mas igual a ela existem poucas sao raras as que mantem sua linhagem. Chego ao destino teria se passado pouco, mais de meia hora de atraso, isso me faz quase um ser altamente indisciplinado nao era esse meu objetivo. Existe uma resposta, porem nao passa de desculpas, diria "estou me deixando levar pela massa e satisfazendo apenas os meus desejos".
Ainda assim, tento conservar o respeito ao meu profissionalismo naquele ambiente. Ja nao possuo a droga que me faz livrar as tensoes, meu nivel de nicotina se encontra baixo, e agora o que farei. Apos a relizaçao de algumas tarefas vou ate outro setor, la possuo alguns bons amigos que poderiam satisfazer esse meu desejo. Me sinto sujo, como um mendingo, nao culpo esse por sua condiçao, mas a minha sim. Nao tem utilidades pensar nisso agora tenho que estar pronto e reabilitado para as proximas tarefas. O tempo passa e o senhor Sol esta na linha vertical do hemisferio passado 2 horas apos esse fenomeno me encontro retornando ao ponto de partida. Pronto o cigarro foi adquirido e o vicio pode ser curado.
(crushing day - Mrs Satriani)


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